Chegam as férias e, com elas, uma frase que muitos pais conhecem demasiado bem: “Estou farto…”, “Não tenho nada para fazer…” A reação costuma ser imediata, começamos a sugerir, atividades, passeios, ecrãs, jogos, planos… qualquer coisa para acabar rapidamente com aquele incómodo. Mas… e se o aborrecimento não fosse um inimigo? E se fosse precisamente o espaço de que o cérebro precisa para imaginar, explorar e criar?
Vivemos numa sociedade que valoriza tanto a produtividade que até as férias parecem precisar de uma agenda preenchida. Queremos proporcionar experiências inesquecíveis aos nossos filhos, mas, sem nos apercebermos, deixamos-lhes pouco espaço para uma experiência essencial ao desenvolvimento: descobrir o que fazer quando ninguém lhes dá um roteiro a seguir. É exatamente nessas situações que duas das competências humanas mais importantes para o futuro: a curiosidade e a criatividade, podem florescer.
A curiosidade nasce das perguntas, e nenhuma criança nasce sem curiosidade. Os bebés exploram tudo,
tocam, cheiram, experimentam, fazem perguntas antes mesmo de saber falar. A curiosidade é o motor natural da aprendizagem. Segundo a investigadora Susan Engel (2021), uma das maiores especialistas nesta área, a curiosidade é um impulso biológico para compreender o mundo e constitui um dos principais motores da aprendizagem ao longo da vida. A questão é que, à medida que crescem, muitas crianças deixam de perguntar, não porque deixem de ser curiosas, mas porque, por vezes, aprendem que é mais importante dar respostas certas do que fazer boas perguntas.
E a criatividade? Costumamos associá-la ao desenho, à música ou às artes, mas criatividade é muito mais do que isso, é a capacidade de imaginar possibilidades de encontrar soluções, de ligar ideias aparentemente diferentes epensar de várias formas.
A OCDE, no relatório Future of Education and Skills 2030, identifica a criatividade como uma das competências essenciais para preparar crianças e jovens para um futuro imprevisível, onde a capacidade de inovar será tão importante como o conhecimento técnico. Criatividade não é um talento reservado a alguns e sim uma competência que pode ser desenvolvida. O psicólogo Todd Kashdan, define-a como a vontade de explorar aquilo que é novo, incerto ou desafiante. Segundo os seus estudos, crianças curiosas tendem a apresentar: maior motivação para aprender, melhor capacidade de resolução de problemas, maior flexibilidade cognitiva, melhores competências sociais, e maior bem-estar psicológico. A investigação mostra que ambientes onde existe autonomia, liberdade para experimentar e ausência de medo de errar favorecem significativamente a criatividade. Ou seja, a criatividade cresce quando existe segurança psicológica.
Mais do que preencher completamente o tempo dos nossos filhos e o nosso, é fundamental o cérebro ter tempo livre, espaço vazio. Neurocientistas demonstraram que, quando aparentemente “não estamos a fazer nada”, ativa-se a chamada Default Mode Network, uma rede cerebral associada à imaginação, criatividade, memória autobiográfica e construção de novas ideias. Ou seja, quando uma criança está deitada a olhar para as nuvens, pode estar a fazer um dos trabalhos cognitivos mais importantes do dia.
Talvez o nosso presente nestas férias seja tempo. Tempo sem objetivos, tempo para inventar, para experimentar, para falhar e para fazer perguntas. E nem sempre é necessário ter todas as respostas, às vezes basta devolver com outra pergunta: “O que é que tu achas?” e assim nasce o pensamento. Talvez estas férias não precisem de ser as mais preenchidas, apenas as mais vividas. Porque as melhores memórias da infância raramente nascem de programas extraordinários e sim de conversas demoradas, gargalhadas inesperadas e perguntas sem resposta imediata.É nesses momentos aparentemente simples que a curiosidade encontra espaço para crescer. E onde há curiosidade… há criatividade. E onde há criatividade… há futuro.
Acredito em mim? E os meus filhos?
Dar ou receber?
Podemos parar?
É POSSÍVEL APRENDER A RIR?
Ainda conseguimos olhar para além de?
Comunicação quê?
Só para aquilo que lhe apetece!
Será tudo demasiado difícil?
Serão as emoções para controlar?
Estaremos todos sozinhos?
É possível esticar o tempo?
Será fácil adaptarmo-nos?
Será que faz sentido?
O que é ser criança?
Como se expressa a empatia?
O que existe dentro de nós?
Onde mora a ansiedade?
Alienação de quê?
Começar por mim
As Forças Espiritualidade e Inteligência Social
As Forças Prudência e Amor pela Aprendizagem
As forças Bondade e Perspetiva
As Forças Humildade e Persistência
As Forças Esperança e Pensamento Crítico
As forças Perdão e Humor
As Forças Criatividade e Bravura
Justiça e Apreciação da Beleza e da Excelência!
Curiosidade e Autocontrolo
Juntar entusiasmo e trabalho em equipa!
Amor e Liderança, conjungam?
O que precisamos para o Novo Ano
ACOLHIMENTO
Estou à vossa espera para podermos Sonhar Juntos!
"O mais importante é que os pais, professores, educadores e cuidadores em geral se sintam capacitados e capazes de lidar com os desafios do dia a dia."
+351 919 757 060 // +351 915 468 766
sonhos@inessottomayor.pt