O que será que torna tão difícil pararmos? E se repararem bem, acontece em diversos sentidos e contextos, não é só em termos do corpo físico mas há muito pior, tal como a dificuldade em parar de pensar, as chamadas ruminações, no que pode acontecer de catastrófico se fizermos algo, e também se não o fizermos, normalmente é sempre negativo, parar de ser pessimista também devia estar aqui incluído, é do que vejo como mais comum na grande maioria dos pais, seja por excesso de preocupação, seja para manterem as expectativas baixas e assim não criar frustração e desilusões.
Parar de usar o telemóvel, essa já é um clássico, entre o que dizemos aos nossos filhos e o que nós próprios fazemos, não sei quem tem mais dificuldade em parar. Parar de fazer mil coisas ao mesmo tempo, quando é que vamos perceber que isso não funciona? Há uma necessidade de nos sentirmos sempre ocupadas como se isso se traduzisse em produtividade ou eficácia e ao mesmo tempo retirasse o sentimento de culpa que cresce como um monstro com várias pernas e olhos e destrói tudo o que de bom que é feito. Parar de ter medo do que os outros vão pensar ou dizer, que desgaste de energia esse de viver para aparências e têm que, obrigações que colocamos a nós próprios, sem sabermos bem a razão de existirem. Parar de resolver tudo pelos outros e sentir que nada ajuda, uma sensação de impotência e revolta como se a razão tivesse só do nosso lado, quando afinal basta deixar com quem de direito. Parar de arranjar problemas onde afinal podemos ver tanta coisa boa, onde escolhemos olhar é sempre uma opção de cada um.
No meio da rotina e das tarefas e obrigações, por vezes esta dificuldade passa mais despercebida, mas quando chega a altura de férias, em que não há como escapar, vem tudo ao de cima, uma catadupa de sensações e pensamentos, será que me é mesmo permitido parar? Será que o sei fazer? Mas se paro, faço o quê? E como é que vai ser depois? Entre a pressão profissional, a pressão da própria pessoa misturada com culpa e idealismos de perfeição em que se consegue sempre fazer tudo na perfeição, fica mesmo difícil parar e usufruir desse descanso, de estar, só porque sim, sem pressa nem rumo.
A verdade é que parar faz parte, é necessário e fundamental ao nosso bem estar e da nossa família, não é um luxo ou uma recompensa por algo, deve fazer parte da nossa vida, e não só nos momentos de férias, mas ao longo do ano, ao longo dos dias. Parar para sentir, para escutar, para desfrutar do momento, para restabelecer energia e cuidar de nós. É nos momentos de tranquilidade que surge o espaço para conversas sem tempo, que dedicamos o nosso olhar a apreciar o que está à nossa volta, que inclusive estimula a criatividade, nada como ficar aborrecido para virem as boas ideias. Parar não é um desperdício, pelo contrário é um viver intensamente cada momento e saborear o que nele acontece.
Para este período que se aproxima, deixo-lhe o convite a parar e aproveitar ao máximo a sua família sem pressa para começar ou ansiedade para terminar, apenas estar. Boas férias!
Dar ou receber?
Estaremos todos sozinhos?
Será que faz sentido?
Serão as emoções para controlar?
Acredito em mim? E os meus filhos?
É possível esticar o tempo?
Será fácil adaptarmo-nos?
O que é ser criança?
Como se expressa a empatia?
O que existe dentro de nós?
Onde mora a ansiedade?
Alienação de quê?
Começar por mim
As Forças Espiritualidade e Inteligência Social
As Forças Prudência e Amor pela Aprendizagem
As forças Bondade e Perspetiva
As Forças Humildade e Persistência
As Forças Esperança e Pensamento Crítico
As forças Perdão e Humor
As Forças Criatividade e Bravura
Justiça e Apreciação da Beleza e da Excelência!
Curiosidade e Autocontrolo
Juntar entusiasmo e trabalho em equipa!
Amor e Liderança, conjungam?
O que precisamos para o Novo Ano
ACOLHIMENTO
Estou à vossa espera para podermos Sonhar Juntos!
"O mais importante é que os pais, professores, educadores e cuidadores em geral se sintam capacitados e capazes de lidar com os desafios do dia a dia."
+351 919 757 060 // +351 915 468 766
sonhos@inessottomayor.pt