“Já não aguento mais, ninguém me entende” retive este desabafo, entre muitos outros partilhados numa formação que tive o privilégio de moderar. Fez-me questionar até que ponto nos sentimos sozinhos no meio da nossa correria do dia a dia, talvez até rodeados de pessoas, mas todos tão isolados. Que sociedade é esta que nos diz que estamos todos conectados à distância de um click, mas que afinal está cada um na sua bolha a viver a sua realidade, de forma por vezes muito angustiante e infeliz, onde cada um parece carregar o seu próprio peso em silêncio.
A maior parte das mães o que me dizem, são partilhas de desanimo, sentem-se sobrecarregadas nos seus múltiplos papeis e tarefas, sempre com a sensação de falha, porque é impossível chegar a tudo, com a culpa de não terem a vida perfeita, os filhos impecáveis nem de estarem em excelente forma, felizes e sorridentes. Os pais, por seu lado, sentem que não são tidos em conta, tem medo de expressar o que sentem, ou nem sabem como, no outro dia um pai dizia-me “Ainda não consigo perceber isto das emoções, é difícil”. Entre incompreensão, vergonha e pressão, gera-se a ideia de estarem sozinhos a carregar a responsabilidade de todos. Por outro lado os jovens trazem-me sentimentos profundos de incompreensão e falta de um porto seguro, parece que não podem contar com ninguém, tem medo do julgamento dos pais, não os querem desiludir e por isso vão fazendo de conta que está tudo bem, o grupo de amigos mais parece um campo minado, onde estão sempre em alerta para não ficarem mal vistos. Nos mais pequenos o que noto é um afastamento da realidade, muitos deles absorvidos pelos jogos, vídeos e telemóveis, a sentirem-se desconfortáveis em interações sociais, numa fuga constante da realidade. Se não fosse tão grave, até poderia ser irónico, porque o que oiço é que todos queremos o mesmo, pertencer e viver relações significativas, mas parece que fazemos tudo ao contrário. Cada um, no seu mundo, a tentar dar o melhor de si. E, ainda assim, tão distantes uns dos outros e, muitas vezes, de si mesmo.
A psicologia positiva tem mostrado, através de inúmeras investigações, que as relações interpessoais são o maior fator de bem-estar. Mais do que o sucesso, a aparência ou as conquistas materiais, é a qualidade das nossas relações que mais contribui para uma vida feliz, saudável e significativa. Estudos conduzidos por investigadores como Martin Seligman e Barbara Fredrickson confirmam que as emoções positivas ganham força nas interações humanas: quando nos sentimos vistos, valorizados e compreendidos, o nosso cérebro liberta substâncias que reduzem o stress e aumentam a sensação de segurança e esperança.
Sentirmo-nos sozinhos não significa apenas estar sem companhia.
É, muitas vezes, sentir que ninguém nos entende verdadeiramente. E esta solidão emocional tem crescido, silenciosamente, nas famílias, nas escolas e nas comunidades.
As exigências do dia a dia, o ritmo acelerado e o excesso de estímulos digitais afastam-nos da presença e da escuta. Mas a verdade é que o bem-estar relacional pode ser aprendido e desenvolvido. Como qualquer competência humana, a empatia, a escuta ativa e a capacidade de criar vínculos significativos podem ser treinadas e fortalecidas. Pequenos gestos podem fazer toda a diferença. Por vezes tão simples como parar, desligar dos ecrãs e olhar nos olhos uns dos outros, escutar sem a pressa da resposta pronta, desenvolver a capacidade de acolher sem julgar, estarmos atentos à forma como comunicamos, ao que está nas entrelinhas da nossa linguagem. Sermos capazes de dizer o que precisamos sem medos, nem vergonhas.
O bem-estar não nasce do isolamento, mas do encontro. Cada vez que nos abrimos à escuta, à partilha e à empatia, estamos a contribuir para o nosso próprio equilíbrio emocional e para o bem-estar coletivo. Cada um de nós pode começar por onde está, na nossa casa, escola e trabalho. Escolhermos estar com os outros, em vez de apenas ao lado uns dos outros. Porque, no final, é na relação que nos tornamos humanos.
Só para aquilo que lhe apetece!
Será tudo demasiado difícil?
Dar ou receber?
Ainda conseguimos olhar para além de?
Comunicação quê?
Serão as emoções para controlar?
Acredito em mim? E os meus filhos?
É possível esticar o tempo?
Será fácil adaptarmo-nos?
Podemos parar?
Será que faz sentido?
O que é ser criança?
Como se expressa a empatia?
O que existe dentro de nós?
Onde mora a ansiedade?
Alienação de quê?
Começar por mim
As Forças Espiritualidade e Inteligência Social
As Forças Prudência e Amor pela Aprendizagem
As forças Bondade e Perspetiva
As Forças Humildade e Persistência
As Forças Esperança e Pensamento Crítico
As forças Perdão e Humor
As Forças Criatividade e Bravura
Justiça e Apreciação da Beleza e da Excelência!
Curiosidade e Autocontrolo
Juntar entusiasmo e trabalho em equipa!
Amor e Liderança, conjungam?
O que precisamos para o Novo Ano
ACOLHIMENTO
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