Talvez seja um estado da alma, uma forma de ver a vida, uma ingenuidade e simplicidade no sentir. Como definiriam?
Quando somos crianças só queremos que o tempo passe e rápido, para já podermos fazer mais coisas, temos pressa em crescer, desejosos de poder ficar até mais tarde, sair com amigos, tirar a carta, esse grande marco. Nós pais, muitas das vezes também os pressionamos a crescer, queremos que aprendam muita coisa em pouco tempo, que já sejam capazes de mil proezas. Vivemos numa pressa constante do que vem depois.
Depois quando crescemos ficamos com saudades do tempo de criança, gostávamos que essa dimensão que nos condiciona, o tempo, parasse, nos permitisse absorver e aproveitar cada segundo sem pressa, arrependemo-nos do que não fizemos, dissemos ou sentimos. E um dia acordamos e olhamos para os nossos filhos e só queremos que voltem a ser os nossos bebés para sempre, prendê-los num colo que não acaba. Pensamos como passou tão rápido, onde está aquele bebé doce e de sorriso fácil?
Parece um contrassenso, uma insatisfação permanente, mas talvez mais do que querer o que já não se tem, pudéssemos olhar para a beleza de cada fase e identificar o que queremos que coexista em nós. Aceitar e apreciar a beleza de cada tempo de forma a usufruirmos ao máximo, poderá ser a chave para a tranquilidade de viver cada fase na plenitude, podendo levar para a etapa seguinte o que cada uma tem de melhor. Não um iniciar e terminar, e sim uma evolução constante e continua, onde acredito que o ser criança nos pode acompanhar sempre. Poder trazer connosco a leveza de viver no presente, o riso genuíno e contagiante, a confiança em nós, nos outros e no mundo. No fundo deixar em nós o que de bom tem cada etapa numa serenidade que nos permita passar essas experiências aos nossos filhos. Ajudá-los a viverem o tempo deles, aceitar que é diferente para cada um e por isso mesmo tão precioso. Claro que sabemos toda esta teoria e depois na correria do dia a dia somos engolidos, mais uma vez, pelo tempo, ou falta dele. Então o que será que decidimos fazer de diferente com eles?
Lanço-vos um desafio, que também serve para mim, neste mês da criança, porque acho que só um dia é pouco para algo tão importante, pensarmos o que é ser criança? E o que de bom posso levar como pai e mãe dessa fase? Mais ainda, que atitudes podemos ter para com os nossos filhos que lhes permitam ser crianças e viver esse tempo sem pressa?
Espero que esta reflexão nos ajude a compreender melhor os nossos filhos, a deixar que eles tenham o seu tempo, a valorizar a brincadeira, o riso e a diversão. Que estejamos todos mais predispostos para dar e receber colo, para vermos a vida com mais leveza e curiosidade. Que a criança de cada um possa soltar-se e ser feliz.
Dar ou receber?
Estaremos todos sozinhos?
Acredito em mim? E os meus filhos?
Serão as emoções para controlar?
É possível esticar o tempo?
Será fácil adaptarmo-nos?
Podemos parar?
Será que faz sentido?
Como se expressa a empatia?
O que existe dentro de nós?
Onde mora a ansiedade?
Alienação de quê?
Começar por mim
As Forças Espiritualidade e Inteligência Social
As Forças Prudência e Amor pela Aprendizagem
As forças Bondade e Perspetiva
As Forças Humildade e Persistência
As Forças Esperança e Pensamento Crítico
As forças Perdão e Humor
As Forças Criatividade e Bravura
Justiça e Apreciação da Beleza e da Excelência!
Curiosidade e Autocontrolo
Juntar entusiasmo e trabalho em equipa!
Amor e Liderança, conjungam?
O que precisamos para o Novo Ano
ACOLHIMENTO
Estou à vossa espera para podermos Sonhar Juntos!
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