Início de mais um ano e normalmente começamos o ano cheio de intenções, listas de mudanças a fazer, desejos e vontade que desta vez é que vai ser. Mas infelizmente há algo que raramente colocamos no topo da lista: aprender a acreditar verdadeiramente em nós. Que no fundo será essa a base para tornar todos os nossos sonhos em realidade.
Cada vez mais, observo nas famílias e escolas que acompanho, que adultos e crianças estão cada vez mais exigentes consigo mesmos, vivem rodeados de comparações, expectativas e sentem uma pressão enorme para serem bons em tudo e conseguirem o impossível. Por isso este ano senti a necessidade de iniciarmos pelo mais essencial, talvez até de todas as Human Skills, as mais estruturantes, a autoestima e a autoconfiança. São elas a base interna que nos ajuda a sustentar a motivação, a gestão emocional, a capacidade de aprender e de nos relacionarmos com os outros e com o mundo.
É esse o convite que deixo para iniciarmos o ano da melhor forma, esse olhar para dentro, para a forma como nos vemos, o que dizemos a nós próprios, o quanto acreditamos nas nossas capacidades e da mesma forma sermos capazes de apoiar essa autodescoberta nos nossos filhos e alunos.
É importante primeiro deixar claro o que é cada um destes conceitos:
Autoestima refere-se à avaliação subjetiva que a pessoa faz do seu próprio valor, como nos diz Christopher Mruck, a autoestima resulta da combinação entre sentimento de valor pessoal e perceção de competência.
Já a autoconfiança está relacionada ao quanto uma pessoa acredita nas suas próprias capacidades para agir eficazmente, Albert Bandura fala-nos do conceito de autoeficácia.
O que nos leva a uma questão importante: eu como pai ou mãe, sei como o meu filho se vê? Será que os meus filhos sabem o seu próprio valor? E acreditam em si próprios?
Hoje em dia com o ritmo acelerado em que vivemos, a pressão constante para se ser e fazer mais e melhor, nem sempre é fácil construir de forma saudável esta autoperceção, mas é possível aprender a fazê-lo, e nós adultos somos fundamentais neste processo de aprendizagem. Primeiro de tudo pelo exemplo, será que já parou para se valorizar? Consegue estar grato(a) por tudo o que faz? E tem consciência das suas capacidades? Os nossos comportamentos diários são o espelho do quanto acreditamos em nós e nos nossos filhos.
Há pequenas ações que podem fazer toda a diferença: quando em vez de colocar rótulos nos seus comportamentos, identificamos factos. Quando celebramos o esforço e o empenho mais do que o resultado, ou quando estimulamos a autonomia permitindo que façam mesmo que errem ou demorem mais tempo, dessa forma estamos a passar uma mensagem inconsciente de que acreditamos e confiamos neles.
Este ano mais do que criar mais uma lista de desejos, espero que se permitam olhar para o melhor que cada um tem e que vos irá ajudar a fazer deste ano o vosso melhor EU possível.
Será que faz sentido?
Podemos parar?
Estaremos todos sozinhos?
Comunicação quê?
Só para aquilo que lhe apetece!
Será tudo demasiado difícil?
Serão as emoções para controlar?
Dar ou receber?
É possível esticar o tempo?
Será fácil adaptarmo-nos?
O que é ser criança?
Como se expressa a empatia?
O que existe dentro de nós?
Onde mora a ansiedade?
Alienação de quê?
Começar por mim
As Forças Espiritualidade e Inteligência Social
As Forças Prudência e Amor pela Aprendizagem
As forças Bondade e Perspetiva
As Forças Humildade e Persistência
As Forças Esperança e Pensamento Crítico
As forças Perdão e Humor
As Forças Criatividade e Bravura
Justiça e Apreciação da Beleza e da Excelência!
Curiosidade e Autocontrolo
Juntar entusiasmo e trabalho em equipa!
Amor e Liderança, conjungam?
O que precisamos para o Novo Ano
ACOLHIMENTO
Estou à vossa espera para podermos Sonhar Juntos!
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