Quando se fala nas competências que ajudam crianças e jovens a desenvolverem-se de forma saudável, raramente o humor surge nos primeiros lugares da lista. Falamos de autoestima, comunicação, empatia, responsabilidade ou resiliência. No entanto, o humor está presente em muitas destas competências e pode ser um poderoso aliado no desenvolvimento emocional, social e até cognitivo.
Deixar bem claro que o humor aqui não é visto como uma crítica ou gozo, não se trata de ridicularizar ou fazer piadas à custa dos outros. E sim o humor como a capacidade de encontrar leveza nas situações, de relativizar dificuldades, de criar ligação através do riso e de manter uma perspetiva mais flexível perante os desafios da vida.Num mundo onde crianças e jovens vivem cada vez mais expostos a pressões, exigências e ansiedade, talvez seja tempo de devolver ao humor o lugar que merece.
A psicologia define o humor como uma capacidade de perceber, apreciar ou expressar o lado divertido, curioso ou inesperado das situações. E este pode assumir diferentes formas, algumas promovem bem-estar e relações saudáveis, enquanto outras podem prejudicar a autoestima e os relacionamentos. Um dos modelos mais estudados é o de Rod Martin, que identificou quatro estilos de humor:
Humor afiliativo, que é o humor que aproxima pessoas, cria ligação e promove relações positivas.
Exemplo: Uma família que consegue rir junta de pequenos imprevistos do dia a dia.
Humor de autoaperfeiçoamento, é a capacidade de encontrar leveza mesmo em momentos difíceis.
Exemplo: Uma criança que, depois de falhar algo, consegue relativizar e continuar a tentar.
Este estilo está associado a maiores níveis de resiliência e bem-estar psicológico.
Humor agressivo que inclui sarcasmo, ridicularização e piadas à custa dos outros.
Embora por vezes seja socialmente aceite, está associado a maiores dificuldades relacionais.
Humor autodepreciativo, acontece quando a pessoa se diminui constantemente para fazer os outros rir.
Pode parecer inofensivo, mas relaciona-se frequentemente com menor autoestima.
O humor permite criar distância emocional suficiente para que a pessoa não fique presa ao problema. Em vez de amplificar a dificuldade, ajuda a flexibilizar o pensamento e a encontrar novas perspetivas. A investigação tem demonstrado que pessoas que utilizam formas positivas de humor apresentam níveis mais elevados de bem-estar psicológico e de maior satisfação com a vida, pois conseguem adaptar-se melhor ao stress tendo mais resiliência e criam melhores relações interpessoais. Então o humor saudável é aquele que promove a proximidade e fortalece relações, reduz tensões ou conflitos, ajuda a lidar com dificuldades e permite rir com os outros, não dos outros. Este é o tipo de humor que queremos ajudar as crianças a desenvolver.
Apesar de na parentalidade sempre se associar de que a educação tem de ser séria é importante trazer momentos de alegria partilhada, nas brincadeiras entre todos, nas histórias divertidas que criam memórias afetivas positivas, na capacidade de se rir de si próprio. Esta aprendizagem faz-se pelo exemplo, pelo forma como nós pais reagimos a um contratempo ou como encaramos o dia a dia.
Humor e empatia podem ser uma combinação poderosa, pois o humor mais saudável é aquele que faz rir sem magoar, ou seja ao desenvolver o humor também estamos a ajudar a desenvolver a empatia. Uma boa pergunta para fazer às nossas crianças é: “Estamos a rir com esta pessoa ou desta pessoa?” A resposta ajuda-as a compreender a diferença entre o humor que aproxima ou o humor que fere.
O que é ser criança?
Acredito em mim? E os meus filhos?
O que existe dentro de nós?
Ainda conseguimos olhar para além de?
Comunicação quê?
Só para aquilo que lhe apetece!
Será tudo demasiado difícil?
Serão as emoções para controlar?
Dar ou receber?
Estaremos todos sozinhos?
É possível esticar o tempo?
Será fácil adaptarmo-nos?
Podemos parar?
Será que faz sentido?
Como se expressa a empatia?
Onde mora a ansiedade?
Alienação de quê?
Começar por mim
As Forças Espiritualidade e Inteligência Social
As Forças Prudência e Amor pela Aprendizagem
As forças Bondade e Perspetiva
As Forças Humildade e Persistência
As Forças Esperança e Pensamento Crítico
As forças Perdão e Humor
As Forças Criatividade e Bravura
Justiça e Apreciação da Beleza e da Excelência!
Curiosidade e Autocontrolo
Juntar entusiasmo e trabalho em equipa!
Amor e Liderança, conjungam?
O que precisamos para o Novo Ano
ACOLHIMENTO
Estou à vossa espera para podermos Sonhar Juntos!
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