4 de Maio, 2026

Comunicação quê?

99,9% das situações de conflito, seja entre pais e filhos, no casal, escola/ família e claro todas as outras relações, estão associadas a dificuldades de comunicação, que pode ser desde, não saber expressar o que realmente queremos transmitir, expectativas de que o outro saiba o que estou a pensar, mensagens subentendidas mas que não são ditas de forma explícita, não me sentir ouvida, não dar espaço para o outro se expressar, assumir que sabemos o que o outro queria dizer, sentir tudo como uma afronta, um ataque pessoal, enfim as razões são inúmeras e no meio de tantas interferências esquecemo-nos do para quê de comunicamos, até nos esquecemos do que realmente queremos transmitir, o objetivo da mensagem que estamos a passar.

Vamos ver alguns exemplos de situações do dia a dia:

Mãe: “Tu nunca arrumas o teu quarto, és sempre a mesma coisa. Desisto, já não vale a pena dizer nada!”

Ao ler isto, pensem, qual a mensagem que está realmente a passar? De que a filha É desarrumada (identidade) que a mãe já não acredita nela, a figura de referência desistiu. O que provavelmente a mãe gostava de dizer: “Preciso de ajuda, já não sei como fazer para que me respeitem e valorizem tudo o que faço” Ou seja nenhuma das partes se sentiu compreendida e o objetivo que era a filha arrumar o quarto se foi conseguido foi com revolta e desgaste da relação.

Outra situação: Pai: “O teu filho está a fazer birra para comer, vai lá tu pode ser que consigas.” Mensagem que é percebida por parte do filho, de que o pai já não quer saber dele e não o ajuda quando ele mais precisa. Mensagem percebida pela mãe, porque é que tenho de ser eu a resolver tudo, em vez de ajudar só piora as coisas!. O que possivelmente o pai sente, “Estou exausto, não sei lidar com estas situações, sinto-me incapaz, não quero que me vejam como tal”.

Reparem que em nenhum dos cenários as pessoas sentem-se vistas, acolhidas ou reconhecidas e claro que os mal entendidos aparecem, viram conflitos e criam afastamento nas relações. Tudo isto pode ser minimizado ou até evitado quando aprendemos a comunicar, não se assustem, não são grandes teorias ou passo a passo complicados, é apenas ter a consciência de qual é a minha intenção ao dizer algo. Também não quero com isto dizer que agora vamos todos andar “com pinças” a medir cada palavra, nada disso, autenticidade e assertividade são fundamentais. A questão coloca-se quando não estamos a ter os resultados desejados e em vez disso as relações desgastam-nos e geram conflitos e até afastamento. Tenho a certeza que não seja isso que pretendem.

Verdadeiramente acredito que a maioria dos conflitos não nasce de falta de amor, muito pelo contrário, e sim pela forma como comunicamos. As palavras ditas no calor do momento, silêncios prolongados ou respostas automáticas só provocam o distanciamento quando a verdadeira intenção é aproximar. Quando somos capazes de expressar pensamentos, sentimentos e necessidades com respeito, clareza e intenção genuína de ligação estamos a desenvolver em nós e a ensinar a quem está connosco uma das mais poderosas competências humanas, a comunicação construtiva. Que é acima de tudo uma ferramenta de vínculo, segurança emocional e construção de autoestima.

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