Aproxima-se o final do ano e mais uma época Natalícia que tanto trás consigo felicidade como angústia, alegrias e tristezas. Por vezes depende da forma como olhamos o que nos acontece, os nossos contextos, com que perspetiva queremos encarar?
Tanto assisto a excitações de querer preparar tudo para todos e ansiosos que o dia chegue, como comentários, “por favor não, chega de obrigações e correrias”. Então como será que vemos esta época? Como um desenfrear de “temos” de tratar das prendas, sem esquecer as lembranças, mais as decorações e das festas de pequenos e graúdos, que se multiplicam nesta altura, numa luta contra o tempo onde parece que nos desdobramos e acabamos exaustos, ou podemos decidir fazer e dar aquilo que nos dará prazer e com intenção genuína de proporcionar alegria nos outros. Talvez seja exatamente o nosso tempo, as nossas palavras ou a escuta atenta e interessada, a disponibilidade para estar e desfrutar, que poderá fazer a diferença. Será assim tão desafiante transformar estes encontros em momentos significativos de pertença e propósito com intenção genuína de conexão?
Se não houvesse qualquer impedimento, nem de tempo, nem financeiro, o que escolheria dar e receber? Talvez tenham pensado na casa dos vossos sonhos, ou numa viagem incrível, a verdade é que nada disso faz sentido se não for partilhado e vivido com quem importa, por vezes esquecemo-nos do mais simples e ao mesmo tempo o mais precioso, as relações, os afetos, o amor genuíno. A nossa base, o que nos sustenta quando a vida nos desafia, algo que só é possível ensinar aos nossos filhos fazendo, através das experiências, dos convívios e seus desafios. Por vezes pergunto-me se estamos a desaprender a estar uns com os outros, pela desconexão que vejo nas famílias, nas escolas, parece que há um desequilíbrio entre o dar e receber. Todos me dizem que dão muito e não recebem o que sentem que merecem, mas será que sabemos receber? Porque se todos sentem que dão muito, onde será que se perderam essas intenções? Como podemos ensinar as nossas crianças a dar e receber se nós adultos não aceitamos e só damos, em que situações lhes permitimos que sejam as crianças, os jovens a dar, sem crítica ou querer que seja diferente? Os dois lados são importantes, o equilíbrio entre o que damos e recebemos é fundamental para não deixar esgotar os nossos recursos, para sabermos nutrir e regenerar e assim também ensinar. Aceitar que é tão importante saber receber como saber dar, e porque não até aprender a pedir o que precisamos, sem vergonha ou culpa. Quantas vezes ficamos na expectativa de que os outros adivinhem as nossas necessidade, “acertem” nas palavras que queremos ouvir, no abraço que nos falta mas sem sermos capazes de pedir. Por outro lado temos medo que seja mimo a mais que possa “estragar” o nosso filho. Amor não tem reticências, não tem mas, sermos autênticos e genuínos só nos pode aproximar e tornar melhores.
Por isso, este ano, lanço-vos o desafio: para que este Natal seja sobre celebrar a vida, o amor, sobre o que realmente importa, sejamos capazes de parar e entregar o nosso tempo, aquilo que verdadeiramente somos, sejamos capazes de agradecer a nós e aos outros, possamos escolher olhar para o que de bom acontece, e sem vergonhas, sem medos, pedir e receber de braços abertos. Que seja a “desculpa” para criar momentos significativos onde todos tem espaço e voz. Boas festas.
Como se expressa a empatia?
Serão as emoções para controlar?
Só para aquilo que lhe apetece!
Será tudo demasiado difícil?
Acredito em mim? E os meus filhos?
Estaremos todos sozinhos?
É possível esticar o tempo?
Será fácil adaptarmo-nos?
Podemos parar?
Será que faz sentido?
O que é ser criança?
O que existe dentro de nós?
Onde mora a ansiedade?
Alienação de quê?
Começar por mim
As Forças Espiritualidade e Inteligência Social
As Forças Prudência e Amor pela Aprendizagem
As forças Bondade e Perspetiva
As Forças Humildade e Persistência
As Forças Esperança e Pensamento Crítico
As forças Perdão e Humor
As Forças Criatividade e Bravura
Justiça e Apreciação da Beleza e da Excelência!
Curiosidade e Autocontrolo
Juntar entusiasmo e trabalho em equipa!
Amor e Liderança, conjungam?
O que precisamos para o Novo Ano
ACOLHIMENTO
Estou à vossa espera para podermos Sonhar Juntos!
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