Muitos pais queixam-se que os seus filhos não tem motivação para nada, mas será mesmo assim? Num mundo repleto de estímulos, a uma velocidade difícil de acompanhar, porque será que sentimos as crianças e jovens apáticos ou desinteressados de tudo?
Os pais desdobram-se a inventar atividades para as quais eles dizem sempre que não tem vontade, “é uma seca”, na escola parece que não há nada que consiga cativar a sua atenção, mas depois são incapazes de retirar os olhos de um ecrã. Os pais sentem-se impotentes, os professores frustrados, tudo parece em vão!
Talvez possamos olhar de um outro ângulo, em vez de apontarmos o dedo aos culpados do costume: jogos, redes sociais e outros que tais. Podemos tentar identificar o que realmente gera motivação. Já repararam que quando fazemos algo que gostamos e em que estamos envolvidos nem damos pelo tempo passar? Chama-se a isso estar em estado de Flow (conceito desenvolvido por Mihaly Csikszentmihalyi) e para que isso aconteça é necessário que as nossas capacidade sejam desafiadas, o suficiente de modo a ir melhorando, mas não demasiado que não seja capaz, e por outro lado é fundamental perceber a utilidade, ou seja que haja um para quê, dar um sentido. Da conjugação destes dois fatores pode surgir um destes cenários:
Infelizmente estes três cenários é o que os pais mais veem nos seus filhos, seja pela ansiedade em relação aos testes, as reclamações constantes para fazerem tarefas do dia a dia ou total desinteresse quando alguma nova atividade é proposta. O que se pretende é gerar esta quarta conjugação:
Para ajudarmos os nossos filhos a que este último cenário seja o percecionado por eles é importante estarmos conscientes das necessidades que precisam estar satisfeitas (segundo a Teoria da Autodeterminação (Deci & Ryan).
1. Autonomia – Sentirem que têm liberdade de escolha e que as suas opiniões contam.
2. Competência – Sentirem que são capazes, que conseguem progredir e que podem melhorar.
3. Relação / Pertença – Sentirem ligação, apoio e encorajamento por parte dos adultos de referência.
Quando estas três necessidades estão presentes, a motivação vem de dentro, motivação intrínseca, e não depende de recompensas, castigos ou pressão externa.
Eu sei que vão dizer que parecem teorias incríveis mas que na prática não é assim tão simples ou direto, acreditem qualquer família, qualquer escola pode implementar e ver resultados. Quando lhes permitimos que tentem à sua maneira, seja a arrumar o quarto, preparar o pequeno almoço ou a organizar os cadernos da escola, quando os vamos incentivando a melhorar, reforçando o seu empenho e esforço e estando disponíveis para ensinar e mostrar várias possibilidades e quando estamos presentes sem controlar tudo, dando espaço para o seu crescimento mas sempre estando como porto seguro vamos ver crescer neles essa automotivação tão importante nos dias de hoje e para o futuro das vidas deles.
É possível esticar o tempo?
Estaremos todos sozinhos?
Será que faz sentido?
Será tudo demasiado difícil?
Serão as emoções para controlar?
Acredito em mim? E os meus filhos?
Dar ou receber?
Será fácil adaptarmo-nos?
Podemos parar?
O que é ser criança?
Como se expressa a empatia?
O que existe dentro de nós?
Onde mora a ansiedade?
Alienação de quê?
Começar por mim
As Forças Espiritualidade e Inteligência Social
As Forças Prudência e Amor pela Aprendizagem
As forças Bondade e Perspetiva
As Forças Humildade e Persistência
As Forças Esperança e Pensamento Crítico
As forças Perdão e Humor
As Forças Criatividade e Bravura
Justiça e Apreciação da Beleza e da Excelência!
Curiosidade e Autocontrolo
Juntar entusiasmo e trabalho em equipa!
Amor e Liderança, conjungam?
O que precisamos para o Novo Ano
ACOLHIMENTO
Estou à vossa espera para podermos Sonhar Juntos!
"O mais importante é que os pais, professores, educadores e cuidadores em geral se sintam capacitados e capazes de lidar com os desafios do dia a dia."
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