Se há dilema que é transversal a todos, qualquer que seja a idade dos filhos, é como gerir os ecrãs.
Infelizmente é também motivo principal de discussões e atritos na família e muitas das vezes utilizado como forma de castigo. A verdade é que é, todo um mundo novo que está em permanente mudança e nós com ele a tentar perceber e acompanhar.
Como em qualquer situação ninguém melhor do que a própria família saberá o que vai funcionar, o que têm capacidade para lidar no momento e o que estão dispostos a abdicar, mas para que essa decisão seja tomada em consciência é importante estarmos na posse da maior parte de informações disponíveis. E é isso que proponho aqui tentar de forma resumida e simplificada trazer-vos alguns factos e reflexões que possam contribuir para uma tomada de atitude estruturada onde se sintam seguros.
Há estudos da OMS (Organização Mundial da Saúde) e recomendações das Associações de Psiquiatria e Psicologia que nos dão uma ideia do tempo de exposição indicado como máximo em relação à idade da criança, é apenas um guia mas ajuda-nos a ter uma noção.
Deixo aqui o indicado por estas entidades:
Crianças até aos 18 meses: não é recomendado o uso de ecrãs
Crianças dos 18 meses aos 2 anos: limitar ao mínimo possível
Crianças dos 3 aos 5 anos: limitar a 1hora por dia
Crianças dos 6 aos 9: limitar a 2h por dia
Crianças e jovens dos 10 aos 18 anos: limitar a 2h por dia
Adultos: Uso equilibrado entre o digital e outras atividades/ pausas
Não utilizar nas horas precedentes a dormir
Outro ponto que considero importante e que é difícil de perceber é o limite, e até de aceitar que isso nos possa estar a acontecer, ou seja, onde é a linha ténue entre um uso aceitável e o excesso, o vício, infelizmente tudo o que nos dá prazer pode tornar-se um vício especialmente quando esse prazer é imediato sem esforço. O que acontece no nosso corpo é que a dopamina é libertada no circuito de recompensa e queremos sempre mais e mais desse prazer e não sabermos lidar com a privação o que leva à frustração. Vemos crianças a chorar, aos gritos ou até a serem agressivas se não lhes é dado o telemóvel ou se ficam sem bateria. Mas isso é apenas uma reação neurológica que, se nós pais, tivermos consciência podemos ajudar a reverter. Nenhuma criança, jovem é igual ao outro irão sempre reagir de forma diferente e é importante adaptar a nossa abordagem a cada indivíduo.
Todos nós sabemos o impacto a curto prazo do uso excessivo dos ecrãs e até temos acesso a todas estas informações, mas depois no dia a dia torna-se extremamente difícil alterar os hábitos que fomos adquirindo.
A primeira questão que se coloca é:
Será que está claro para nós adultos o que é aceitável na nossa família em relação ao uso dos ecrãs?
Só depois vale a pena perguntarem-se: Eu que fui clara na forma como transmiti isso aos meus filhos?Será que eles sabem porque é que isso é importante na nossa família?
E por último questionem-se: Eu faço aquilo que digo e peço aos meus filhos?
Sou congruente e dou o exemplo?
Depois de termos esta base podemos então ajudá-los a gerir o tempo que passam em frente a um ecrã, se não é o mesmo que eu querer construir uma casa em cima de areias movediças, vai acabar por ceder e desmoronar.
Não haverá nunca só uma forma de lidar com esta questão, é importante a nossa flexibilidade e aceitação quer das nossas próprias capacidades, quer do processo evolutivo dos nossos filhos. Acredito que o mais importante é estarmos atentos e conscientes, ter uma comunicação aberta e disponível, afinal de contas só queremos que todos estejam bem e ao final do dia desfrutar da nossa família.
Só para aquilo que lhe apetece!
Será que faz sentido?
Será tudo demasiado difícil?
Ainda conseguimos olhar para além de?
Comunicação quê?
Serão as emoções para controlar?
Acredito em mim? E os meus filhos?
Dar ou receber?
Estaremos todos sozinhos?
É possível esticar o tempo?
Será fácil adaptarmo-nos?
Podemos parar?
O que é ser criança?
Como se expressa a empatia?
O que existe dentro de nós?
Onde mora a ansiedade?
Alienação de quê?
Começar por mim
As Forças Espiritualidade e Inteligência Social
As Forças Prudência e Amor pela Aprendizagem
As forças Bondade e Perspetiva
As Forças Humildade e Persistência
As Forças Esperança e Pensamento Crítico
As forças Perdão e Humor
As Forças Criatividade e Bravura
Justiça e Apreciação da Beleza e da Excelência!
Curiosidade e Autocontrolo
Juntar entusiasmo e trabalho em equipa!
Amor e Liderança, conjungam?
O que precisamos para o Novo Ano
ACOLHIMENTO
Estou à vossa espera para podermos Sonhar Juntos!
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